À medida da sua necessidade,
        do seu espaço e do seu tempo

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1. Adicionar composto

 

A maioria dos residuos orgânicos domésticos pode ser decomposta através da compostagem e adicionada ao solo da sua horta, adicionando desta forma matéria orgânica que irá enriquecer este e melhorar a sua estrutura, ajudando-o a reter a água e nutrientes.

Pode igualmente utilizar outros residuos que fornecem nutrientes às suas plantas. A cinza da lareira, fornece potássio ao solo, sendo normalmente utilizada na cultura do alho, para ajudar ao crescimento dos bolbos.

A casca de ovo, rica em cálcio, após seca e moida pode ser colocada sobre o solo, para que forneça lentamente cálcio. Sabia, que se fizer culturas em vasos, deve colocar a casca seca de um ovo no fundo da cova onde transplanta o tomateiro? A libertação do cálcio ajuda a evitar a podridão apical do tomateiro.

 

2. Intercalar Culturas

Intercalar culturas apresenta inúmeras vantagens, uma vez que intercalando espécies com caracteristicas diferentes, podemos optimizar o espaço ocupado na horta, misturando, no mesmo canteiro, espécies com características diferentes, como plantas que produzem frutos com plantas que produzem folhas, ou plantas que produzem frutos com plantas que produzem raiz.

Os diferentes ritmos de crescimento das plantas também podem ser interessantes na ocupação que estas vão fazer do mesmo espaço. Assim, misturar plantas de crescimento mais lento com plantas de crescimento mais rápido, permite-nos optimizar o espaço, uma vez que este não será utilizado durante a totalidade do periodo de crescimento das plantas, não existindo competição entre elas.

 3. Utilizar plantas companheiras

 Existem plantas que benificiam da presença de outras, não só pelas reações químicas existentes o solo, produzidas pelos exsudados das respetivas raízes. Como exemplos temos:

Tomate + manjericão;

Alface + cenoura

Batata+Linhaça (a linhaça afasta o escaravelho da batata)

Borragem + morangos (aumenta o sabor e o rendimento dos morangueiros e aumenta o número de insectos polinizadores)

 4. Rotação de culturas

 É importante realizar a rotação dos canteiros. Ao realizar a rotação de canteiros na horta, evitando cultivar as mesmas plantas ou plantas da mesma família, reduzimos o risco de as plantas adoecerem pois não as expomos às mesmas pragas e doenças.

Ao realizamos a rotação, também permitimos que o balanço nutricional do solo possa ser restabelecido, pois a seguir a uma cultura exigente por exemplo em Azoto como as couves, podemos colocar uma leguminosa que irá restituir ao solo o azoto anteriormente retirado.

 5. Observar o solo

  Olhar o nosso solo com atenção permite-nos perceber o seu estado de saúde. Ao observar a vegetação que espontaneamente nasce, bem como pelos habitantes no subsolo, podemos inferir de que forma devemos trabalhar a nossa horta, quais as carências e onde e como devemos actuar.

 Se não encontramos minhocas ou estas são em número reduzido, isso significa que o solo tem pouca matéria orgânica e que portanto, devemos incorporar composto, estrume e inclusivé colocar uma cobertura vegetal, de resto de relva, palha, folhas, para manter o nível de humidade pois as minhocas não gostam de solos secos.

Se encontramos muitas urtigas, percebemos que esse solo é rico em azoto. Se encontramos Tachagem, o solo é provável que seja compacto, com pouca arejamento. As raízes da Tachagem têm a função de criar canais para a passagem da água nestes solos.

 E agora? Já pensou na sua horta? Se precisar de ajuda, contacte-nos!